25.3.17

Passeando em Portugal

Amigos,
depois de abandonar este bloguinho por mais de um ano, convido vocês a passearem comigo em Portugal.*
Estive lá duas vezes, a primeira em 2012 e a segunda em 2015, sempre na companhia do Xico, meu marido querido e adoramos !
Bom passeio a todos e abraço.
Maria Lucia
*São vídeos amadores, editados no Movie Maker, mas gosto deles, rsrsrs.

Avenida dos Aliados, 
 a "sala de visitas" da cidade do Porto:


Oceanário de Lisboa:

https://www.oceanario.pt/

Miradouro de São Pedro de Alcântara, Lisboa:


Mosteiro da Batalha:



Farol Penedo da Saudade


Palácio Nacional da Pena, Sintra:
 

Coimbra:

Cabo da Roca:





24.1.16

A mágica lua!

      Hoje, alguns amigos publicaram no Facebook fotos da lua que eu vi ontem e que também fotografei.
      Isto me lembrou duas emoções que senti há muitos anos e que compartilho com vocês.

* Florianópolis, 23 de janeiro de 2016, às 20 hs e 37 min


                                                                                                            * Florianópolis, 23 de janeiro de 2016, às 20 hs e 44 min

No Natal de 1974, eu estava em Salvador.
A televisão transmitia ao vivo a Missa do Galo, em Roma e mostrava a lua, que estava cheia.
Fui ao jardim e vi a lua.
E só ali me dei conta de que a lua que víamos, nos dois lugares tão distantes, era a mesma!

Em 1982, o artista plástico uruguaio Carlos Paez Vilaró publicou o maravilhoso livro: "Entre mi hijo y yo la luna" onde relata a sua busca pelo filho, um dos sobreviventes do acidente nos Andes, em 1972.
Lá, conta o que filho sentia naquela imensidão branca:
“Cada vez que veo la luna, pienso que mis padres también la están mirando y eso me mantiene junto a ellos.”
Enquanto que ele, durante a busca, sentia o mesmo:
“Cuando la luna aparece detrás de las montañas pienso que mi hijo seguramente la estará observando. Tal vez sea lo único que ambos
podemos ver sin vernos y nos sirva de espejo para mantener nuestras imágenes estrechamente unidas.”
E assim foi.
p.s. obrigada amigos por me trazerem estas lembranças de volta!

http://carlospaezvilaro.com.uy/nuevo/entre-mi-hijo-y-yo-la-luna/

8.1.16

Meus netos: uma grande alegria!

Da direita para a esquerda e por ordem de chegada: Gabriel  e Ramiro (filhos do Ricardo e da Tati). 
À minha direita, Marcelo e, no colo, Luiza (filhos do Miguel e da Pati).
p.s. é bem difícil fazer uma foto com os quatro. Sempre um, no mínimo, faz careta, rsrsrsrs  

30.12.15

Medo no Rio Grande do Sul!

Não vivo mais em Porto Alegre, mas seguidamente vou até lá e o clima de medo me impressiona.
Moro em Florianópolis, uma cidade menor, mas com polícia ostensiva na rua. E assim é nas cidades que seguidamente visito: Campinas, Curitiba, duas cidades do porte de Porto Alegre, São Carlos e São Paulo.
Fiquei impressionada com o relato da amiga Mirela Alvez Braz, no Facebook, e resolvi divulgar aqui.
 "Ontem, 29/12, as 10h30 a.m., minha mãe foi vítima de roubo-assalto à mão armada, com ameaça de morte. Algumas pessoas, um transeunte e um taxista viram o que ocorria e se omitiram.
 Ligamos para o 190, onde o interlocutor, ao ser informado do local do assalto, informou que já estava a par do ocorrido com Dona Sandra...só que minha me chama Maria, o que explicitei a ele, que não quis anotar os dados, pois os assaltos foram em sequencia no mesmo local-logo bastavam os dados da outra vítima: Dona Sandra.
Foram três ligações para o 190 insistindo em que comparecessem ao local e a resposta: Temos muitas ocorrências. Passamos de carro pelo posto do Bom Fim, o qual aparentava tranquilidade e tinha uma viatura em frente.
Conhecidos ao ouvirem o relato, deram de ombros: ela apenas entrou para as estatísticas-mais um número. E, seu desgaste, uma bobagem, já que, lhe fizeram o favor de deixar com vida e ilesa fisicamente. Sim, porque aparentemente ninguém mais está ileso psicologicamente, do clima de insegurança que vivemos no Estado, já que tais fatos são compreendidos como a normalidade absoluta.
Enquanto isto, o pai de Dóris chora a perda de uma recém formada de vinte e um anos de idade, ganhando as páginas principais de todos os jornais. Já a família de Vitória Pereira Boeira chora a perda de uma adolescente de quinze anos de idade, com menos espaço nos jornais, talvez por ser negra, ou por morar na Rubem Berta.
O fato é que, em que pese todos sejamos tributados, todos recebemos o mesmo tratamento pelo Estado: uma segurança eficaz no resguardo do Estado de nós os cidadãos contribuintes, mas absolutamente ineficaz no resguardo dos cidadãos que pagam as contas de um Estado cada vez mais caro. Alguns, como o funcionalismo público, mediante empréstimos concedidos pelo mesmo Estado que não os paga...Coisa de doido? Não, realidade pura.
Antes que os amigos policiais ( e tenho muitos, em relação aos quais posso atestar de olhos fechados quanto ao trabalho árduo e dedicação ) se ofendam e refiram que são mal remunerados e/ou dispõem de poucos recursos...SEI DISTO! E esta é a parte mais absurda da coisa: O cidadão entrega os recursos, o policial na outra ponta trabalha e algo ocorre no meio disto tudo que impede que os recursos sejam aplicados, que este trabalho seja em prol da comunidade e que recebamos o mínimo digno para, apesar das dificuldades de saúde, educação e remuneração, possamos pelo menos, caminhar pelas ruas sem temer um estupro, assalto e mesmo a morte.
O que nos tornou tão indiferentes, tão cansados, tão autocentrados, a ponto de achar bobagem a agressão à vida e à propriedade do outro?
Esperamos 50 min pela polícia e nada foi feito, nem mesmo nossos dados para registro quiseram tomar. Todos sabem que o local do assalto: Viaduto Ildo Meneghetti - Ramiro Barcelos é um recordista em assaltos, mas ninguém faz absolutamente nada.
 Se apenas 1/3 de policiais destacados para resguardar a Assembléia Legislativa do povo, fosse destacado para resguardar o povo dos criminosos, talvez a realidade fosse diversa."

1.11.15

Meus meninos!

Saci, Halloween ou réloin?

Em 1996, quando ainda não se festejava o Halloween no Brasil, trouxe de NY uns óculos com abóboras para os meus filhos.
De lá pra cá, a importância de comemorar algumas datas foi crescendo por aqui e o Halloween é um exemplo disto.
Porque será que comemorar "datas" é tão importantes na sociedade de consumo em que vivemos?
Obviamente, é importância para aumentar o consumo!
Nos dias das mães da minha infância fazíamos cartões carinhosos na escola, nos dia das crianças não havia a obrigação de presentear, e por aí vai... (sem esquecer que o dia dos pais foi criado por um publicitário).
O Natal, da forma que é comemorado hoje em dia, não é o Natal da minha infância. Os nossos natais se resumiam a um jantar especial (em que cada família escolhia o que iria comer), quando nos reuníamos para receber os presentes do Papai Noel. E, se jantava cedo, porque à meia-noite a maioria das pessoas ia à Missa do Galo.
Este ridículo festival de verde e vermelho e esta correria ao comércio, não existia.
Foguetes, então, nem pensar!
Até onde me consta, todas as datas que comemorávamos na minha infância em Porto Alegre eram importadas. O Papai Noel já vinha de trenó e todo preparado para o inverno, o coitadinho.
Não sou saudosista, dos que suspiram pensando que o passado era melhor. Só acho que o passado era mais simples e mais barato.
Quanto ao Halloween, é a mesma coisa: novembro é um mês sem comemorações, já que finados só dá $ para florista. Então, inventemos uma para movimentar o comércio!
Não tem nada a ver com a nossa cultura, assim como o Papai Noel não tem, como não tem nada a ver as palavras em inglês que usamos no dia a dia. Mas a realidade é que estamos afundados na sociedade de consumo e na tal da globalização.
Se sou contra ou sou a favor de que se comemore o Halloween no Brasil? Nem sei mais...
Só sei que continuo contra a sociedade de consumo. Mas, será que adianta ser contra?
E acho  que é uma grande injustiça com o Saci, fazer o seu dia em 31 de novembro porque ele vai perder sempre para o Halloween.
O motivo é muito simples: no dia dele não tem nada pra vender!
p.s.1 - pra quem acha que é "macaquice" dos brasileiros, aviso aos navegantes: no Japão, que não tem nada de anglo-saxônico, também se comemora.
p.s. 2 - na foto: Gabriel, um dos meus netinhos paulistas, em 2010. Em São Paulo o 31 de outubro é o "Dia do Saci" por lei estadual.